Frente à necessidade de reorganizar os serviços de saúde e ampliar o atendimento à população preconizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foram incorporadas em 2000 outras categorias assistenciais, dentre elas a terapia ocupacional, fonoaudiologia e fisioterapia. Os profissionais desta categoria, que antes trabalhavam, prioritariamente, em um modelo de atenção curativa tiveram o desafio de desenvolver ações num primeiro nível de atenção à saúde.
No ano de 2000 foi elaborado e implantado o primeiro Programa de Atenção à Saúde do Deficiente – Reabilitação, hoje vinculado a Estratégia Saúde da Família (ESF). O objetivo foi estabelecer uma política e cultura de defesa dos deficientes na busca de favorecer o processo de inclusão. Apesar de, inicialmente, a proposta ter sido de atender aos deficientes, houve uma demanda significativa para o atendimento do restante da população que necessitava da assistência/cuidado dessas categorias profissionais, o que resultou na ampliação do campo de atuação.
Foco importante de trabalho da equipe são as ações intersetoriais, cujo objetivo é construir uma rede de cuidados eficaz e capaz de dar suporte aos casos reabilitação. Outra vertente é o desenvolvimento de ações educativas de combate aos processos de exclusão, além de ações coletivas.
A dinâmica de trabalho proporcionada pela Estratégia Saúde da Família possibilita a intervenção à promoção de atividades interdisciplinares como grupos e visitas domiciliares, as quais são realizadas por diferentes categorias de profissionais. Esse diferencial permite acompanhar não somente o paciente, mas também sua dinâmica familiar, o meio em que vive e suas relações, podendo assim discutir e planejar melhores ações terapêuticas.
A interação entre os profissionais de reabilitação com médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde facilitou a compreensão do trabalho, proporcionou a mudança no olhar para a pessoa deficiente e/ou que necessite de uma reabilitação, além de resultar positivamente para a prática de uma orientação e encaminhamento adequado dos casos detectados na área de abrangência.
Em 2005, em decorrência do sucesso do trabalho de reabilitação e a crescente demanda pelo atendimento, a Secretária Municipal de Saúde propôs que as equipes da Estratégia Saúde da Família se juntassem aos profissionais da rede municipal de saúde. Com isso foi criado o Núcleo Integral de Reabilitação (NIR), que tem o objetivo de prestar atendimento de reabilitação de forma eficaz no nível ambulatorial de assistência. Os usuários, encaminhados pela Unidade Básica de Saúde, recebem atendimento de fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas e contempla desde ações de reabilitação e inclusão na comunidade a problemas de mobilidade, que necessitem de reabilitação e seus desdobramentos, com especial atenção para bebês de risco.
No mesmo período do processo de mudança da estrutura de reabilitação aconteceu à organização do Núcleo Integrado de Saúde Auditiva (NISA), ampliando o cuidado e a rede de serviços em saúde auditiva, a fim de gerar melhoria do fluxo de encaminhamentos e atendimentos aos pacientes com necessidades de exames audiológicos, aparelhos auditivos e terapias fonoaudiológicas aos deficientes auditivos.