História


O Brasil enfrentou nas décadas de 60 a 80 significativas mudanças na área da saúde, uma delas foi a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1988. O novo modelo implantado em todo o território nacional gerou a criação de um conjunto de Normas Operacionais para orientar o setor público, a mais importante aconteceu em 1996 com a reorientação da Atenção Básica de Saúde e o inicio do Programa do Agente Comunitário de Saúde (PACS) e Programa Saúde da Família (PSF).

Neste período, o Município de São Paulo optou por não seguir as diretrizes do SUS e sim outro modelo de assistência, o Programa Atenção à Saúde (PAS). O Ministro da Saúde até então, Adib Jatene, entendeu que se São Paulo não aderisse ao Programa Nacional o resto do País não se desenvolveria ao mesmo tempo, pois já tínhamos o programa do modelo cubano, implantado no governo Quércia pela Secretaria de Estado da Saúde, porém pelo não cumprimento das recomendações oficias esse projeto foi extinto e algumas unidades- Postos de Saúde foram incorporados na nova proposta. A chegada desta nova proposta recebeu, por razões políticas, o nome de QUALIS.

A Casa de Saúde Santa Marcelina foi pioneira no processo de implantação, que aconteceu, inicialmente, na zona leste de São Paulo em 1996, iniciando 9 unidades básicas ao mesmo tempo com 27 equipes de saúde da família, média de 3 por unidade. O projeto deu tão certo que logo as comunidades ficaram reivindicando abertura de mais postos e a SES decidiu ampliar de vez a atuação na atenção básica. Em 1998, a SES fez uma parceria com a Fundação Zerbini e em 2000 ampliou para UNISA e o Santa Catarina, ao longo nas regiões norte e sul. O Projeto Qualis expandiu rapidamente e no final de 2001 já contava com 28 unidades de saúde, 96 equipes e uma população cadastrada de mais de 300 mil habitantes.

Apesar do bom resultado, a mudança na gestão do Município originou na substituição do nome Projeto Qualis para Estratégia Saúde da Família, o que levou a Secretaria Municipal de Saúde a estabelecer convênio com o SUS assumindo então a Atenção Básica para ampliar as parcerias já formadas. Entre os 4 parceiros existentes já haviam sido implantadas 92 equipes de PSF. O convênio da prefeitura ampliou para mais 8 parceiros e hoje possui mais de 1200 equipes de saúde da família.

Neste processo a Casa de Saúde Santa Marcelina desempenhou um importante papel na reorganização da Atenção Básica ao se tornar parceiro da Secretária para a zona leste II de São Paulo, que compreende as subprefeituras de Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo, Guaianases, Itaim Paulista, Itaquera, São Mateus e São Miguel.

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